Postagens

Crítica | Sonhos de Trem: Clint Bentley entregou um drama contemplativo e visualmente deslumbrante

Imagem
Sonhos de Trem: direção de Clint Bentley UMA JORNADA PELA VIDA O curto romance Sonhos de Trem , escrito em 2011 pelo americano Denis Hale Johnson, oferece uma narrativa breve e sensível sobre a vida de um personagem lacônico; um homem comum, que nasceu, cresceu, trabalhou, construiu família, amou, sofreu e morreu enquanto o mundo ao seu redor insistia em girar com inércia transformadora. O filme Sonhos de Trem , dirigido em 2025 por Clint Bentley, é uma adaptação primorosa dessa história. Com ares de cinema independente, desfia uma narrativa fluente e orgânica, que combina imagens deslumbrantes, música envolvente e um texto aguçado, num resultado poético e emocionante. No cinema, esta obra aberta de grande valor literário nos chega como um pacote fechado, mas embrulhado em belo papel de presente! Ótimas referências cinematográficas           Sei que os cinéfilos compenetrados torcerão o nariz para as comparações que ousarei fazer com os filmes Árvore da Vid...

Dica | Garimpo nos Streamings: filmes disponíveis nesse mês nas plataforma de streaming

Imagem
BAIXE O ARQUIVO EM PDF Veja aqui uma lista com alguns filmes disponíveis nas plataformas de streaming neste mês, que merecem ser conferidos. Clique no link e baixe o PDF com os destaques da Crônica de Cinema. Clique aqui e baixe o PDF

Dica | Vai passar nas Telonas: veja os destaques deste mês que merecem ser conferidos nos cinemas

Imagem
  BAIXE O ARQUIVO EM PDF Quer saber o que você encontrará nas salas de exibição durante este mês? Clique no link e baixe o PDF com os destaques da Crônica de Cinema. Clique aqui e baixe o PDF  

Crítica | Pecadores: Ryan Coogler mistura blues, gângsteres e vampiros em uma obra envolvente

Imagem
Pecadores: todo o cinema de qualidade que se espera de Ryan Coogler BLUES, GÂNGSTERES E VAMPIROS NO MESMO FILME? FAZ TODO O SENTIDO! Aos 17 anos, cursava eletrônica na Escola Técnica, mas ardia em arrependimento; descobri que me faltava talento para as ciências exatas e pus na cabeça que abraçaria outra profissão: me tornaria um publicitário. Havia, porém, um último semestre a ser vencido antes de tentar o vestibular. O problema é que não podia reprovar em português. Para ser aprovado, todo aluno era obrigado a apresentar uma palestra de no mínimo vinte minutos sobre um tema de sua livre escolha. Adivinhe sobre o que resolvi palestrar? Blues!           Meu professor marcou a data e lá fui eu, ler e pesquisar – na época, fazíamos isso na biblioteca. Emprestei LPs dos parentes e amigos e fucei as lojas de discos... andava por toda parte com meu gravador, tentando montar a trilha sonora da minha palestra. Gostei tanto do assunto que virei um amante da música –...

Crítica | Frankenstein: Guillermo del Toro realizou um espetáculo audiovisual irretocável

Imagem
Frankenstein: criador e criatura em busca de respostas EXCELENTE. SÓ NÃO PRECISAVA DAQUELA NARRAÇÃO EM OFF! Com seu livro Frankenstein; ou, O Prometeu Moderno , a escritora inglesa Mary Shelley criou um mito na acepção filosófica. Pôs em palavras a angústia que a humanidade experimentava naquele comecinho de século XIX, diante de um cientificismo cada vez mais dominante; aproveitando que nos esforçávamos para exercer as funções de Deus, ela criou um monstro feito com partes de nós e o animou por meio de uma eletricidade que ainda  cheirava a magia. Passados 200 anos, sua criatura continua imortal, vagando pela cultura pop com incrível vitalidade – ganhou materialidade quando assumiu as feições de um Boris Karlof, porém, jamais enganou o público: não é humano! Está mais para um arremedo de gente, que nos inspira medo, repulsa e um bom tanto de pena. Nós somos os criadores           Sim, o que Mary Shelley criou foi uma boa oportunidade para discutir sob...

Crítica | Casa de Dinamite: Kathryn Bigelow retorna aos filmes de ação com uma angustiante contagem regressiva

Imagem
Casa de Dinamite: direção de Kathryn Bigelow UMA MENSAGEM PESSIMISTA Misseis riscando o céu, ameaçadores, nos lembram que sempre há a possibilidade de uma guerra em escala mundial. Nos acostumamos a vê-los pipocando nos noticiários da TV, principalmente os que cobrem os ataques feitos contra Israel por seus inimigos islâmicos – o tal Domo de Ferro, capaz de detectar os mísseis e interceptá-los em pleno voo é um alento, que nos garante alguma sensação de segurança e proteção. Mas e se algum deles escapar? E se algum deles estiver carregando uma ogiva nuclear? E por falar no fim do mundo...           Desde que Stanley Kubrick filmou Dr. Fantástico , em 1964, a humanidade jamais conseguiu relaxar. São enormes as cEhances de que algum maluco com acesso ao botão do fim do mundo decida fazer uma piada sem graça. Mais tarde, em filmes como Treze Dias Que Abalaram o Mundo , sobre crise dos mísseis cubanos, ficamos sabendo que o tema não tem graça nenhuma – é de met...

Crítica | Calígula: O Corte Final: sem as cenas de sexo explícito, as excelentes atuações ficaram em destaque

Imagem
Tinto Brass e Gore Vidal renegaram Calígula: lixo cinematográfico UM FILME REVISIONISTA, SEM A MESMA VOCAÇÃO PARA O ESPETÁCULO Nos anos 1970, Bob Guccione era um pornógrafo de sucesso. Dono da revista Penthouse, investiu algum dinheiro em produções de cinema e gostou da experiência; desenvolveu uma ambição peculiar: criar seu próprio gênero cinematográfico. Imaginou um drama épico de relevância histórica e sólidos valores artísticos, misturado com cenas de sexo explícito. Concluiu que Calígula – o tirânico imperador romano que os livros de história registraram como um louco com delírios de grandeza –, seria o protagonista ideal para transmitir credibilidade com um bom tanto de lascívia. Pronto! Deu início ao mais caro filme independente até então já produzido. Nada como um verniz para o acabamento           Guccione contratou o consagrado escritor Gore Vidal para escrever o roteiro e o diretor italiano Tinto Brass para garantir uma abordagem erótica com est...

Siga a Crônica de Cinema