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Crítica | O Frio da Morte: Emma Thompson estreia no gênero ação e aproveita todas as oportunidades dramáticas

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O Frio da Morte: direção de Brian Kirk MAIS DO QUE UM FILME DE AÇÃO Nós, cinéfilos, costumamos analisar de que forma os filmes nos afetam, quais reações provocam em nós e quais significados atribuímos a eles. Muitos de nós também prestam atenção em como os filmes são feitos, não apenas no âmbito das técnicas audiovisuais, como também das técnicas narrativas. O que quase ninguém se incomoda é em relação a como os filmes são divulgados! Qualquer filme em busca de espaço no circuito comercial precisa de promoção; é quando os marketeiros entram em ação, sem se incomodar com os exageros. É por esse prisma que pretendo iniciar esta crônica sobre O Frio da Morte , dirigido em 2025 por Brian Kirk. Na plataforma de streaming ele vem posicionado como um filme de ação, que traz pitadas de suspense. Uma boa dose de drama           Um filme de ação estrelado pela britânica Emma Thompson? Aquela mesma consagrada como uma lenda das artes dramáticas no cinema? Ora, será po...

Crítica | Nuremberg: Russel Crowe carrega esse filme nas costas

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Nuremberg: direção de James Vanderbilt AULA EXPLICATIVA EM RITMO DE THRILLER Escolher uma única palavra como título para um filme é uma tacada assertiva; ainda mais quando essa palavra evoca tantos significados e faz rodar um filme inteiro na mente dos cinéfilos. Christopher Nolan fez isso com Dunkirk (2017); antes de apertar o play você já sabe que acompanhará o drama dos britânicos encurralados no norte da França, desesperados para voltar para casa. James Vanderbilt fez o mesmo no seu filme Nuremberg (2025): você já sabe que acompanhará os desdobramentos do maior julgamento de crimes de guerra de todos os tempos e já imagina um filme denso de tanta relevância histórica. O diretor, porém, não destacou a grandiosidade dos eventos; resolveu rodar um thriller recheado de suspense psicológico. Em vez de vingança, justiça O principal acerto do filme é dar destaque, logo no começo, para o fato de que os julgamentos de Nuremberg não foram uma consequência natural do fim da Segunda Guerra M...

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Crítica | Uma Vida de Esperança: Hilary Swank brilha nessa história real e emocionante

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Uma Vida de Esperança: direção de Jon Gunn ACONTECIMENTOS VERDADEIROS E INSPIRADORES Antes de tudo, é preciso lembrar que este filme tem dois títulos. Quando assisti na plataforma de streaming, era Uma Vida de Esperança , dirigido em 2024 por Jon Gunn; mais tarde, pesquisando na internet, encontrei o filme como Anjos da Terra . Não sei qual é o motivo disso, mas uma forma de eliminar confusões é mencionando o título original: Ordinary Angels . Trata-se de um drama baseado em fatos, que ocorreram em 1994 na cidade de Louisville, estado americanos do Kentucky. Conta a história emocionante e inspiradora de uma família que, durante uma forte nevasca, ganha ajuda de toda a comunidade para salvar a vida da filha doente. Você é do tipo que vai fundo ao analisar um filme? Se você procura resenhas detalhadas e quer indicações de bons filmes, adoraria compartilhar com você a minha paixão pela sétima arte. Toda semana você receberá um texto novo e exclusivo, direto no seu e-mail. Junte-se à comun...

Crítica | Criaturas Extraordinariamente Brilhantes: Sally Field se destaca, num filme emocionante e encantador

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Criaturas Extraordinariamente Brilhantes: direção de Olivia Newton BASEADO EM VERDADES EMOCIONAIS Observar a si mesmo, de uma distância segura, enquanto toma suas decisões e reage às decisões dos outros, é um velho truque terapêutico. Abre a oportunidade para perceber o espectro emocional ao qual você está exposto e assim entender suas dinâmicas comportamentais. Esse truque também funciona no coletivo – nos filmes onde alienígenas escancaram as nossas humanidades, ou nas fábulas onde os animais ganham o dom da fala para nos julgar. É esse o truque usado em Criaturas Extraordinariamente Brilhantes , dirigido em 2026 por Olivia Newman; um filme envolvente, criativo e profundamente emocional. Um incrível sucesso editorial           Por trás desse filme encantador, há um incrível fenômeno editorial, chamado Shelby Van Pelt. Aos 42 anos, a escritora americana escreveu seu primeiro romance, intitulado Remarkably Bright Creatures , que foi publicado em 2022; encan...

Crítica | Nosferatu (2024): vale a pena assistir ao remake de Robert Eggers?

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Nosferatu: direção de Robert Eggers MITOS, LENDAS E INSANIDADE Numa escala medida em arrepios na espinha, o nome Nosferatu provoca mais medo do que o nome Drácula, embora ambos se refiram ao mesmo personagem. O primeiro, mais horripilante, nasceu em um filme, porque os realizadores não detinham os direitos autorais do romance que o inspirou. O segundo nasceu nas páginas da literatura gótica, mas se cristalizou no imaginário do público por meio da estampa aristocrática de Béla Lugosi – menos assustadora e mais sedutora. Recentemente, quem escancarou essa diferença foi Robert Eggers, o diretor americano que escreveu e dirigiu Nosferatu . Esse remake de 2024 não deixa dúvidas sobre quem mete mais medo! Os antecedentes literários           Tudo começou com o escritor irlandês Bram Stoker, que escreveu em 1897 o livro intitulado Drácula . Trata-se de um romance epistolar, onde a narrativa é construída por meio das cartas trocadas entre os personagens. Está tudo...

Crítica | Sonhos de Trem: Clint Bentley entregou um drama contemplativo e visualmente deslumbrante

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Sonhos de Trem: direção de Clint Bentley UMA JORNADA PELA VIDA O curto romance Sonhos de Trem , escrito em 2011 pelo americano Denis Hale Johnson, oferece uma narrativa breve e sensível sobre a vida de um personagem lacônico; um homem comum, que nasceu, cresceu, trabalhou, construiu família, amou, sofreu e morreu enquanto o mundo ao seu redor insistia em girar com inércia transformadora. O filme Sonhos de Trem , dirigido em 2025 por Clint Bentley, é uma adaptação primorosa dessa história. Com ares de cinema independente, desfia uma narrativa fluente e orgânica, que combina imagens deslumbrantes, música envolvente e um texto aguçado, num resultado poético e emocionante. No cinema, esta obra aberta de grande valor literário nos chega como um pacote fechado, mas embrulhado em belo papel de presente! Ótimas referências cinematográficas           Sei que os cinéfilos compenetrados torcerão o nariz para as comparações que ousarei fazer com os filmes Árvore da Vid...

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