Crítica | Nosferatu (2024): vale a pena assistir ao remake de Robert Eggers?
Nosferatu: direção de Robert Eggers MITOS, LENDAS E INSANIDADE Numa escala medida em arrepios na espinha, o nome Nosferatu provoca mais medo do que o nome Drácula, embora ambos se refiram ao mesmo personagem. O primeiro, mais horripilante, nasceu em um filme, porque os realizadores não detinham os direitos autorais do romance que o inspirou. O segundo nasceu nas páginas da literatura gótica, mas se cristalizou no imaginário do público por meio da estampa aristocrática de Béla Lugosi – menos assustadora e mais sedutora. Recentemente, quem escancarou essa diferença foi Robert Eggers, o diretor americano que escreveu e dirigiu Nosferatu . Esse remake de 2024 não deixa dúvidas sobre quem mete mais medo! Os antecedentes literários Tudo começou com o escritor irlandês Bram Stoker, que escreveu em 1897 o livro intitulado Drácula . Trata-se de um romance epistolar, onde a narrativa é construída por meio das cartas trocadas entre os personagens. Está tudo...