Nasce Uma Estrela: já são cinco versões!

Nasce Um Estrela: direção de Frank Pierson
RECEITA DE SUCESSO, QUE JÁ RENDEU CINCO VERSÕES
Já faz tempo que a palavra sucesso ganhou significado para além do sistema gramatical. Sugere algo acessível a poucos, mas que todo indivíduo deve tentar conquistar. De tão subjetivo, tornou-se aquilo que cada um bem entender e desejar. Tal como a palavra qualidade, que já é empregada sem qualquer complemento para significar apenas atributos positivos, o sucesso agora frequenta nossas falas, conversas, publicações, filmes e produtos culturais, para sibilar provocações e atiçar as almas ambiciosas aquelas em busca de reconhecimento. Insinua que só há êxito verdadeiro quando os aplausos são ensurdecedores, quando os “likes” se contam aos milhões, quando nossos feitos alcançam multidões.Foi quando passou a andar abraçado com a fama que o sucesso deixou de ter escala no esforço individual. Ganhou dimensão coletiva e passou a ser acumulado em cifras. Sem fama, não há sucesso. Sucesso é a escada que leva à fama! Para os distraídos, sucesso e fama parecem sinônimos. Para os afoitos, sucesso e fama se tornaram objetivos de vida.
Há dois caminhos para alcançá-los. O mais difícil é seguir pelo trabalho duro, obstinado e disciplinado. O mais fácil – e também o menos acessível – é encontrar um atalho, geralmente proporcionado por um patrocinador. O primeiro caminho é pavimentado pelo mérito, mas é repleto de obstáculos. O segundo tem tantas camadas que é difícil reconhecê-las todas. O grande público sabe reconhecer qual das duas trajetórias o famoso percorreu, mas releva. Agora que ele alcançou o sucesso, palmas para ele!
O público também presta atenção no tráfego que segue na contramão. Quando o famoso escorrega ladeira abaixo, despenca para o fracasso e depois para o ostracismo, a audiência fica alvoraçada. Alguns se põe comovidos, outros reagem com gana sádica. As histórias de fracasso são tão memoráveis quanto as de sucesso. E quando ambas são servidas no mesmo prato, o público vai ao êxtase. Esta foi a receita usada para realizar Nasce Uma Estrela, filme que Frank Pierson dirigiu em 1976. Sim, chegou aos cinemas como uma obra requentada, mas agradou ao paladar dos cinéfilos que reconhecem o valor de uma boa história bem contada.
Hollywood apresentou esse enredo pela primeira vem em 1932. O filme, intitulado What Price Hollywood? foi dirigido por George Cukor e estrelado por Constance Bennett e Lowell Sherman. Com os mesmos ingredientes, aqui habilmente misturados, Hollywood preparou todas as demais versões de Nasce Uma Estrela. A de 1937 foi dirigida por David O. Selznick e estralada por Janet Gaynor e Fredric March. Em 1954 George Cukor voltou a contar a história, dessa vez dirigindo Judy Garland e James Mason.
A versão de 1976 explorou o carisma de Barbra Streisand e Kris Kristofferson. A produção foi mal avaliada pela crítica, mas conquistou o público e também o Óscar de melhor canção original – Evergreen, assinada por Barbra Streisand e Paul Williams. A inegável potência artística da cantora trouxe um fôlego renovado para a história, embora a construção dos personagens tenha sido tradada com descaso pelos roteiristas. É inevitável: os fãs fazem as mais diversas comparações com a interpretação histórica de Judy Garland na versão de 1954.
Em Nasce Uma Estrela do diretor Frank Pierson, John (Kris Kristofferson) é um astro consagrado do rock, capaz de reunir milhares de espectadores em grandes estádios. Quando se envolve com a iniciante Esther (Barbra Streisand), cantora talentosa, porém confinada aos bares e habituada a fazer pequenos bicos em estúdios de gravação, ele se apaixona. Para ele, é óbvio e natural tentar dar um impulso na carreira da garota, mas a partir daí o andar da carruagem é amplamente conhecido: enquanto John se afunda em bebidas e drogas, Esther ascende ao estrelato e sobrepuja seu patrocinador. O envolvimento romântico dos protagonistas é pontuado por dramas, tristes conflitos e muita música pop.
A última versão de Nasce Uma Estrela, dirigida e estrelada por Bradley Cooper, com a presença de Lady Gaga, segue a cartilha das demais versões, porém sem a mesma competência artística que consagrou a história. É claro que não se pode rotular nenhuma das cinco versões como definitiva, afinal, novos talentos e personalidades carismáticas podem acrescentar mais profundidade aos personagens no futuro. Além disso, os produtores de cinema certamente encontrarão bons motivos comerciais para realizar mais um remake.
A versão de 1976 explorou o carisma de Barbra Streisand e Kris Kristofferson. A produção foi mal avaliada pela crítica, mas conquistou o público e também o Óscar de melhor canção original – Evergreen, assinada por Barbra Streisand e Paul Williams. A inegável potência artística da cantora trouxe um fôlego renovado para a história, embora a construção dos personagens tenha sido tradada com descaso pelos roteiristas. É inevitável: os fãs fazem as mais diversas comparações com a interpretação histórica de Judy Garland na versão de 1954.
Em Nasce Uma Estrela do diretor Frank Pierson, John (Kris Kristofferson) é um astro consagrado do rock, capaz de reunir milhares de espectadores em grandes estádios. Quando se envolve com a iniciante Esther (Barbra Streisand), cantora talentosa, porém confinada aos bares e habituada a fazer pequenos bicos em estúdios de gravação, ele se apaixona. Para ele, é óbvio e natural tentar dar um impulso na carreira da garota, mas a partir daí o andar da carruagem é amplamente conhecido: enquanto John se afunda em bebidas e drogas, Esther ascende ao estrelato e sobrepuja seu patrocinador. O envolvimento romântico dos protagonistas é pontuado por dramas, tristes conflitos e muita música pop.
A última versão de Nasce Uma Estrela, dirigida e estrelada por Bradley Cooper, com a presença de Lady Gaga, segue a cartilha das demais versões, porém sem a mesma competência artística que consagrou a história. É claro que não se pode rotular nenhuma das cinco versões como definitiva, afinal, novos talentos e personalidades carismáticas podem acrescentar mais profundidade aos personagens no futuro. Além disso, os produtores de cinema certamente encontrarão bons motivos comerciais para realizar mais um remake.
Porém, fica o alerta: nada justifica subordinar o valor artístico de uma obra aos modismos e às idiossincrasias do famosos. Quem ignorar os personagens e suas diversas camadas psicológicas, crente que é o bastante ter nas mãos uma boa história, continuará a servir pratos requentados. Nasce uma Estrela merece receber o realce dos bons temperos artísticos.
Direção: Frank Pierson
Roteiro: John Gregory Dunne, Joan Didion e Frank Pierson
Elenco: Barbra Streisand, Kris Kristofferson, Gary Busey, Paul Mazursky, Joanne Linville, Oliver Clark, Venetta Fields, Clydie King, Sally Kirkland, Marta Heflin, Rita Coolidge, Tony Orlando, Uncle Rudy, Susan Richardson, Robert Englund, Maidie Norman, Martin Erlichman e M.G. Kelly
Resenha crítica do filme Nasce Uma Estrela
Ano de produção: 1976Direção: Frank Pierson
Roteiro: John Gregory Dunne, Joan Didion e Frank Pierson
Elenco: Barbra Streisand, Kris Kristofferson, Gary Busey, Paul Mazursky, Joanne Linville, Oliver Clark, Venetta Fields, Clydie King, Sally Kirkland, Marta Heflin, Rita Coolidge, Tony Orlando, Uncle Rudy, Susan Richardson, Robert Englund, Maidie Norman, Martin Erlichman e M.G. Kelly
Houve a intenção de colocar Elvis Presley no papel do parceiro da personagem de Streisend. Mas após os primeiros preparativos vieram desentendimentos entre o empresário Tom Parker que não concordou com uma produção com Presley em segundo plano. Por isso desistiram e o papel foi assumido por Kristofferson.
ResponderExcluirPuxa, não sabia dessa história. Entendo as razões do de Tom Parker e acho que muitos fãs não gostariam de ver Elvis posando de astro decadente.
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